Atividade de período composto por subordinação:
Construção - Chico Buarque
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Esta é uma atividade sobre período composto por subordinação. É indicado a alunos de 9º ano do Ensino Fundamental II.
1. Analise a letra da música “Construção” e encontre nas quatro primeiras estrofes um período composto por subordinação.
2. Analise as orações a seguir:
a) “Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe”
b) “Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago”
3. Por que o autor utiliza esta forma de construção em seu texto?
4. O autor conseguiu gerar o efeito que queria com estes períodos?
5. Além das orações adverbiais, quais outros elementos o autor utiliza no texto para enfatizar suas ideias?
6. O texto de Chico Buarque foi escrito durante a ditadura. De acordo com o que foi estudado, você observou semelhanças entre o contexto em que a letra foi escrita e o atual? Justifique.
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Chico Buarque participou dos famosos Festivais da Música Popular Brasileira. Nunca ouviu falar dos festivais? Descubra clicando aqui!
Quer revisar período composto por subordinação? Reveja aqui!
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Chico Buarque - Construção
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague.
Deus lhe pague.
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